Imagem: Banco de Imagens
Imagem: Banco de Imagens

Os grupos do Facebook são complicados. Ao mesmo tempo em que tem conteúdos interessantes, tem discussões hipócritas sobre coisas imbecis. Eu participo de um grupo sobre leitura chamado “Eu amo ler”, e alguns posts me levaram a refletir sobre um assunto em particular: como os autores brasileiros sofrem com o preconceito.

Em muitos posts, as pessoas dizem que estão escrevendo um livro e pedem ajuda para decidir o nome dos personagens, nome do livro ou qual capa é melhor. Não vou entrar a fundo nesse tema, mas se você quer ser um escritor você precisa de criatividade e autoconfiança, o livro é seu, quem escolhe o que fica melhor nele é você! Depois esse negócio da capa. A galera quer fazer uma capa antes mesmo do livro estar escrito… Enfim, o problema é que nessa de opiniões sempre sai “cachorrada”. Muitos criticam nomes americanizados ou histórias que se passam em outros países que não o Brasil. Porém, o comentário que me chamou mais atenção hoje foi de uma pessoa falando que não adianta toda essa discussão porque ninguém quer ler livros nacionais, que quando pedem indicações ainda ressaltam “menos livros nacionais”.

Eu parei para pensar que realmente leio mais livros estrangeiros e quis entender o porquê. Cheguei à conclusão que o tipo de literatura que mais gosto é a literatura fantástica, com dragões, magos, vampiros e elfos, e que não é um tipo muito comum entre os autores brasileiros.

Inconformada com isso, já que estou escrevendo um livro do gênero, fui pesquisar mais sobre o assunto e me surpreendi com o que descobri. A literatura fantástica está em ascensão no Brasil e existem sim, autores dedicados a ela. O que falta é maior divulgação, destaque nas livrarias e aceitação dos críticos literários brasileiros que ainda estão engessados e costumam considerar como “boa literatura” livros escritos por professores universitários ou médicos.

Em minha pesquisa acabei descobrindo alguns autores brasileiros do gênero que já entraram para minha listinha de próximos a serem lidos: André Vianco, Raphael Draccon e Eduardo Spohr. Esses são só alguns, existem mais! Tem até uma menina de apenas 14 anos, Ana Beatriz Azevedo Brandão, que já escreveu 13 livros e acabou de publicar o primeiro, “Sombra de um Anjo”, que parece ter uma história bem legal.

Enfim, vamos valorizar mais a literatura nacional!

Anúncios